Sinto por mim, pela minha memória não ter guardado os momentos pueris dos meus primeiros anos. Não apenas pela incompletude que agora perfaz minha identidade, mas acima disso pela perda de um refúgio incólume contra a insanidade mental. É a ingenuidade infantil o último bastião de negação ao movimento de cretinização cotidiano. Imunes a solidão inerente as multidões, os pequerruchos demonstram em sua sinceridade a afabilidade a qualquer indíviduo anônimo. Na infância não existe distinção, sobra somente a desorientação.
Exatamente pela ausência da autoconciência, os contingentes desta tenra idade são exemplares únicos de coragem e obstinação, seu temor não é pelo desconhecido e sim ao que já os tem ciente. Preservar essa fase da vida é adiar seu ingresso à Geração dos Derrotados, classe/condição inexorável que contempla todo o mundo real, destino justo ou não, ele é inapelável. Tal predestinação não pode interromper o fluxo natural do desenvolvimento humano, pois inocência aqui, não é apenas uma vitude, mas também uma dádiva.
Trato a Geração do Derrotas como um acontecimento ou fenômeno contemporâneo ao processo de urbanização e crescimento populcional desenfreado. Sinto essa aura de derrotismo expressada na marcha das grandes turbas, é aquele passo compassado e quase coreografado que eu percebo esse isolamento, sentimento contraditório ou não, ele me consome como um grande vazio. Um nuvem negra que a todos cobres, menos àqueles desobrigados às suas imposições. Expostas essas impressões, minha reação frente ao gozo sem contextura de um infante ganha sua justificativa. Não sinto compaixão ou conforto, sinto sim, um desgosto íntimo por não me ser possível acessar as mesmas sensações memoriais.
domingo, 28 de março de 2010
sábado, 13 de março de 2010
E eu, existo?
Há algo de engraçado em ser uma criatura pensante; engraçado aqui, é utilizado como eufimismo para uma qualidade perniciosa e antes disso, assustadora. O que nos diferencia dos animais, nos torna também síntese do que eu chamarei: a dialética da prodigalidade e do amesquinhamento. Porque, penso assim, astuciosos sofismas podem nos fazer crescer e enobrecer, da mesma forma como a insistência em tais engodos pode fazê-los ruir e desmanchar todo o edifícil de cartas de nosso orgulho. Não sei se estou sendo claro, estou?
Partimos de uma tendência que almeja nada mais do que a satisfação e esse objetivo nos confere essas condiçoes de incertezas e constante volubilidade da quais nos revestimos. É a dúvida que nos tira do pedetal para a armagura das sarjetas, escodemos em nós mesmo deste modo, nosso maior inimigo. Da mesma matéria e corpo nascem tanto os sonhos como os pesadelos, vê como nos perdemos dos fatores externos para mergulharmos em um labirinto de instrospecção? Uma mesma idéia ou vontade guarda em seu cerne essa semente que desabrochará segundo as inclinações de nosso temperamento. Então, não dependemos de outros para nos auto-destruir? Não e nem dos outros para sermos felizes, acredita? Escrevo isso por um motivo - vil e egoísta - porém suficiente. Eu não existo mais e nesta declaração está a minha motivação, deixarei para os outros a vida que tanto prezam sem a terem desejado. Grato e perdão!
Quando uma árvore morre, seja um frondoso jacarandá ou um austero pinheiro, ela perece primeiramente por dentro e paulatinamente, conservando em seu exterior ainda um aspecto de viço quando seu veio nada mais pode oferecer. Inversamente a este padrão eu apresento o meu exemplo, pois não é o meu âmago que está a padecer e sim a minha aparência presente, o que está visível às vistas alheias, entende? Meu íntimo ainda sobeja de vida e convulciona seu conteúdo com estímulos distantes ou indiferentes. E sabe do que este núcleo é composto? De reminiscências, memórias que eu tenho certeza nunca expirarão apesar de eu, visivelmente estar morrendo a cada dia um pouco mais...
Partimos de uma tendência que almeja nada mais do que a satisfação e esse objetivo nos confere essas condiçoes de incertezas e constante volubilidade da quais nos revestimos. É a dúvida que nos tira do pedetal para a armagura das sarjetas, escodemos em nós mesmo deste modo, nosso maior inimigo. Da mesma matéria e corpo nascem tanto os sonhos como os pesadelos, vê como nos perdemos dos fatores externos para mergulharmos em um labirinto de instrospecção? Uma mesma idéia ou vontade guarda em seu cerne essa semente que desabrochará segundo as inclinações de nosso temperamento. Então, não dependemos de outros para nos auto-destruir? Não e nem dos outros para sermos felizes, acredita? Escrevo isso por um motivo - vil e egoísta - porém suficiente. Eu não existo mais e nesta declaração está a minha motivação, deixarei para os outros a vida que tanto prezam sem a terem desejado. Grato e perdão!
Quando uma árvore morre, seja um frondoso jacarandá ou um austero pinheiro, ela perece primeiramente por dentro e paulatinamente, conservando em seu exterior ainda um aspecto de viço quando seu veio nada mais pode oferecer. Inversamente a este padrão eu apresento o meu exemplo, pois não é o meu âmago que está a padecer e sim a minha aparência presente, o que está visível às vistas alheias, entende? Meu íntimo ainda sobeja de vida e convulciona seu conteúdo com estímulos distantes ou indiferentes. E sabe do que este núcleo é composto? De reminiscências, memórias que eu tenho certeza nunca expirarão apesar de eu, visivelmente estar morrendo a cada dia um pouco mais...
domingo, 7 de março de 2010
Afundado em minha trinchiras
Esta sucessão de decepções incessantes está começando a me cansar - não que o meu espírito não esteja acostumado - porém, meu corpo começa a arfar sobremaneira e pedir arrego. Tendo em vista a dificuldade que é impor qualquer resistência em ambientes adversos, me ponho aqui em mais um relato sobre a minha valsa solitária entre as cem mil bolas de neve; sim, uma avalanche se avulta sobre minhas débeis defesas. Força e vontade, unidas em um mesmo ímpeto de sobrevivência, uma batalha da ânsia contra o desânimo... Davi contra Golias?
O tom dramático desta notas autobiográficas tem suas cores nos acontecimentos dos últimos meses. A figura da torrente branca e gélida, ganha expressão em favor da licença poética e da timidez congênita às emoções que não transpareço cotidianamente - com excessão das ditas mesas de bares esporádicas. Venho manifestar aqui mostras de minha solidez e covardia, declarações ocultas que se contradizem costumeiramente, entretanto, com razão de ser aqui, no caso presente. A rijidez aparente está em meus silêncios e dissimulações, são indícios análogos à obstinação exibida por Raskolnikov e meu temor, diferentemente deste, não esta no ato, mas na ausência do mesmo. Minha impassividade também é sinônimo da tacitude, do temor posto contra a revelação. É no branco dos meus olhos em que se esconde a verdade, inacessível na maioria das vezes. Isso me deixa mais firme ou vunerável?
Somo o resto da minha disposição contra esse inimigo interior, cuja potência aumenta em função diretamente inversa a minha debilidade. Então, não me levantar em armas frente a este monstro branco de todos os dias é dizer a vc que vou desistir da vida e me entregar as trevas e ao vício da negação. Não é o que me proponho a fazer; negar a chance de viver é obedecer a desistência, é renunciar a virtude, é abdicar da glória.
O tom dramático desta notas autobiográficas tem suas cores nos acontecimentos dos últimos meses. A figura da torrente branca e gélida, ganha expressão em favor da licença poética e da timidez congênita às emoções que não transpareço cotidianamente - com excessão das ditas mesas de bares esporádicas. Venho manifestar aqui mostras de minha solidez e covardia, declarações ocultas que se contradizem costumeiramente, entretanto, com razão de ser aqui, no caso presente. A rijidez aparente está em meus silêncios e dissimulações, são indícios análogos à obstinação exibida por Raskolnikov e meu temor, diferentemente deste, não esta no ato, mas na ausência do mesmo. Minha impassividade também é sinônimo da tacitude, do temor posto contra a revelação. É no branco dos meus olhos em que se esconde a verdade, inacessível na maioria das vezes. Isso me deixa mais firme ou vunerável?
Somo o resto da minha disposição contra esse inimigo interior, cuja potência aumenta em função diretamente inversa a minha debilidade. Então, não me levantar em armas frente a este monstro branco de todos os dias é dizer a vc que vou desistir da vida e me entregar as trevas e ao vício da negação. Não é o que me proponho a fazer; negar a chance de viver é obedecer a desistência, é renunciar a virtude, é abdicar da glória.
quarta-feira, 3 de março de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Apologia à memória
O uníca meio que pode atestar a minha existência é o conteúdo da minha memória, pois é dentro deste caldeirão de reminiscências que se encontram o material ou a documentação necessárias ao processo de verificabilidade desta tese: a de que eu vivi antes do tempo presente. Procedimento empírico simples, mas que demanda dedicação exclusiva. Absortos neste pensamento, criamos a mesma imagem em nossas mentes - sem um sustentáculo efetivo à vida terrena, somos somente corpos a flutuar. O passado então, para mim, não é nada mais que uma âncora ou um porto seguro; o primeiro refúgio de nossa identidade.
Todo este prólogo sobre método científico me serve para penetrar no cerne da questão principal deste texto, que me ficou inculcada estes dias. À narrativa de vivência de qualquer indivíduo pertencem outros tantos seres animados, pessoas que num momento ou outro cruzaram nosssa trajetória e a marcaram de alguma forma. Às vezes indelévelmente outras tantas em algum episódio efêmero qualquer. O que me importa neste processo de investigação não é o caráter qualitativo desta marca, mas o resgate desta longa duração (não tão longa para alguns), a reconstituição deste caminho sinuoso e incerto, sabe? Infelizmente, não são todos os personagens desta estória que conseguirão deixar vestígios vísiveis em nossa lembraça. Verdade cruel ou máxima inegável, em sua maioria seriam como se nunca tivessem existido. Então, a que parte do seu mundo eu pertenço? Àquela premente em sua memória ou à relegada ao esquecimento?
O que me conforta em lembrar das pessoas é saber que elas me esquecerão. Pois - passo para a perspectiva pessoal - não existe qualquer preocupação revolvendo meu âmago que se entregue a questão da minha diferença ou não na memória alheia. Desfruto sim, da sina de ser olvidado de outrem enquanto sempre me irei recordar de vc.
Todo este prólogo sobre método científico me serve para penetrar no cerne da questão principal deste texto, que me ficou inculcada estes dias. À narrativa de vivência de qualquer indivíduo pertencem outros tantos seres animados, pessoas que num momento ou outro cruzaram nosssa trajetória e a marcaram de alguma forma. Às vezes indelévelmente outras tantas em algum episódio efêmero qualquer. O que me importa neste processo de investigação não é o caráter qualitativo desta marca, mas o resgate desta longa duração (não tão longa para alguns), a reconstituição deste caminho sinuoso e incerto, sabe? Infelizmente, não são todos os personagens desta estória que conseguirão deixar vestígios vísiveis em nossa lembraça. Verdade cruel ou máxima inegável, em sua maioria seriam como se nunca tivessem existido. Então, a que parte do seu mundo eu pertenço? Àquela premente em sua memória ou à relegada ao esquecimento?
O que me conforta em lembrar das pessoas é saber que elas me esquecerão. Pois - passo para a perspectiva pessoal - não existe qualquer preocupação revolvendo meu âmago que se entregue a questão da minha diferença ou não na memória alheia. Desfruto sim, da sina de ser olvidado de outrem enquanto sempre me irei recordar de vc.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Olhos de ressaca
Depois de 15 anos eu revia o mar; uma alegria intensa, que só fazia aumentar a medida que cruzávamos as ruas, tomava conta de mim. Enfim chegamos à imensidão negra e inefável, era noite, e tudo que eu conseguia divisar - as ondas, a areia e a luz tênue de distantes embarcações pesqueiras - só fazia contagiar o meu entusiasmo! Entretanto, apesar da sensação pueril que sentia, não estaria nela o ensejo para novos escritos. O alimento desta ocasião estaria antes na experiência subjetiva de tais momento, sabe?
Como o conteúdo de tantas outras conversações falo aqui somente do que senti e não do que eu vi. Me atentando a necessária brevidade do relato, pois uma prorrogação o tornaria enfadonho, destaco aqui o essencial. Foi ao alvorecer do dia seguinte, estava de novo face a face com aquele marulhar incessante, com movimentos compassados e descompassados e a cima de tudo sucedâneos com os quais me atraia para um tête-a-tête mudo. Naquele instânte eu compreendi e gozei a metáfora dos olhos de ressaca; olhos, cuja "força arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca." Então, eram os olhos do Atlântico que miravam suas vistas para mim e consumiam toda a minha atenção. Algo de maravilhoso e insólito me hipnotizou por alguns minutos, por que não me entreguei?
Aqueles lindos olhos azuis de refugo esverdeado me fizeram recordar os teus e das mostras de intensidade e encanto que tantas vezes eles me revelaram. Pois, também deste momento me veio à memória o fato de a eles também não me ter cedido. Sabe, teus olhos hoje continuam me guiando, visto que obedecendo à máxima que diz "só se tem aquilo que se perde", apercebo-me de que só agora consigo imergir em suas águas profundas.
Como o conteúdo de tantas outras conversações falo aqui somente do que senti e não do que eu vi. Me atentando a necessária brevidade do relato, pois uma prorrogação o tornaria enfadonho, destaco aqui o essencial. Foi ao alvorecer do dia seguinte, estava de novo face a face com aquele marulhar incessante, com movimentos compassados e descompassados e a cima de tudo sucedâneos com os quais me atraia para um tête-a-tête mudo. Naquele instânte eu compreendi e gozei a metáfora dos olhos de ressaca; olhos, cuja "força arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca." Então, eram os olhos do Atlântico que miravam suas vistas para mim e consumiam toda a minha atenção. Algo de maravilhoso e insólito me hipnotizou por alguns minutos, por que não me entreguei?
Aqueles lindos olhos azuis de refugo esverdeado me fizeram recordar os teus e das mostras de intensidade e encanto que tantas vezes eles me revelaram. Pois, também deste momento me veio à memória o fato de a eles também não me ter cedido. Sabe, teus olhos hoje continuam me guiando, visto que obedecendo à máxima que diz "só se tem aquilo que se perde", apercebo-me de que só agora consigo imergir em suas águas profundas.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Nascimento e morte
"- Nascimento e morte sempre chocam as pessoas.."
E no entanto, a primeira vista, aparentam ser acontecimentos tão díspares - engano para os que vêem assim. Ambos os processos tem a mesma raíz, sem um o outro não seria necessário ou possível, ambos se completam no governo que é dado pela natureza; na verdade, onde um começa o outro termina. Numa corrente sucessiva e por demais fluída que carrega consigo torrentes de lágrimas, sejam elas, expressões de alegria expansiva ou tristeza contida. Porque não importa a reação convencionada pela moral contemporânea, tanto um sentimento como outro são passivos de serem dispensados em ambos os casos. E é no sentido vinculado pelo verbo desta afirmação primeira que eu inicio o meu desabafo ou hino.
Não encaro a questão como resultado de meros pontos de vista conflitantes, penso antes, que este drama me fornece uma base para sustentar minha idéia de negação do bom/ruim ou negativo/positivo. Desacreditado prisma de compreensão; neste paradigma apreende-se as insuficientes e vulgares, para não dizer bárbaras, tentativas de se julgar ou entender a perspectiva do complexo âmago humano. "Só estou chocado", eu disse, réplica que nunca contemplaria em sua totalidade a convulção de sensações psíquicas que por hora tomou o meu
intestino. No dicíonário os sinônimos para o termo 'sentimento' podem ser tanto o ódio como o amor - ambiguidade incompreensível! Incompreesível para aqueles que nunca deles padeceram, isso é certo. Nesse universo de reações neuroquímicas que atormentam o nosso sistema neurológico, a condenação por quaisquer juízos tomados de assalto deve ser repreendida.. Mas afinal, este post é sobre nascimento e morte ou as reações humanas provocadas por estes? Eu diria ambos, porque foram estes dois problemas que motivaram o meu consolo/poesia e porque no cerne destas tragédia/comédia repousa uma incerteza que me é criativa, afinal por estes dias já escrevi, desenhei, cantei, chorei..
Percebes donde eu quero chegar? Diviso em ambos os temas o renascimento, a renovação, um sem-fim de continuismos e a sigela imprecisão que permeia tais eventos na esfera da sensibilidade humana. Assim, tanto um riso de pesar como um pranto de gozo podem dar o tom da cerimônia - rito que nunca contará com a minha presença - pois prefiro me manter afastado de maternidades e velórios, lugares de acesso restrito a lobos da estepe como eu, a não ser os que ponturam e definirão a minha vida.
E no entanto, a primeira vista, aparentam ser acontecimentos tão díspares - engano para os que vêem assim. Ambos os processos tem a mesma raíz, sem um o outro não seria necessário ou possível, ambos se completam no governo que é dado pela natureza; na verdade, onde um começa o outro termina. Numa corrente sucessiva e por demais fluída que carrega consigo torrentes de lágrimas, sejam elas, expressões de alegria expansiva ou tristeza contida. Porque não importa a reação convencionada pela moral contemporânea, tanto um sentimento como outro são passivos de serem dispensados em ambos os casos. E é no sentido vinculado pelo verbo desta afirmação primeira que eu inicio o meu desabafo ou hino.
Não encaro a questão como resultado de meros pontos de vista conflitantes, penso antes, que este drama me fornece uma base para sustentar minha idéia de negação do bom/ruim ou negativo/positivo. Desacreditado prisma de compreensão; neste paradigma apreende-se as insuficientes e vulgares, para não dizer bárbaras, tentativas de se julgar ou entender a perspectiva do complexo âmago humano. "Só estou chocado", eu disse, réplica que nunca contemplaria em sua totalidade a convulção de sensações psíquicas que por hora tomou o meu
intestino. No dicíonário os sinônimos para o termo 'sentimento' podem ser tanto o ódio como o amor - ambiguidade incompreensível! Incompreesível para aqueles que nunca deles padeceram, isso é certo. Nesse universo de reações neuroquímicas que atormentam o nosso sistema neurológico, a condenação por quaisquer juízos tomados de assalto deve ser repreendida.. Mas afinal, este post é sobre nascimento e morte ou as reações humanas provocadas por estes? Eu diria ambos, porque foram estes dois problemas que motivaram o meu consolo/poesia e porque no cerne destas tragédia/comédia repousa uma incerteza que me é criativa, afinal por estes dias já escrevi, desenhei, cantei, chorei..
Percebes donde eu quero chegar? Diviso em ambos os temas o renascimento, a renovação, um sem-fim de continuismos e a sigela imprecisão que permeia tais eventos na esfera da sensibilidade humana. Assim, tanto um riso de pesar como um pranto de gozo podem dar o tom da cerimônia - rito que nunca contará com a minha presença - pois prefiro me manter afastado de maternidades e velórios, lugares de acesso restrito a lobos da estepe como eu, a não ser os que ponturam e definirão a minha vida.
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